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Diretor da Usiminas deve depor na CPI do BNDES nesta quinta-feira

Diretor da Usiminas deve depor na CPI do BNDES nesta quinta-feira

Rômel Erwin de Souza foi convocado no início do mês de novembro.
Deputado questiona uso do dinheiro após anúncio de demissões em SP.

Fornos da Usiminas, em Cubatão (Foto: Mariane Rossi/G1)Fornos da Usiminas, em Cubatão
(Foto: Mariane Rossi/G1)

O diretor presidente da siderúrgica Usiminas, Rômel Erwin de Souza, deve prestar esclarecimentos na CPI do BNDES, em Brasília, na manhã desta quinta-feira (26). O pedido foi formalizado por deputados no início deste mês.

Erwin de Souza foi convocado depois que a companhia pediu, entre os anos de 2001 e 2006, cerca de R$ 2,3 bilhões emprestados ao banco para ampliar as unidades de Cubatão(SP) e Ipatinga, em Minas Gerais, mas, no entanto, anunciou recentemente a paralisação da produção de aço na Baixada Santista. A medida preocupou autoridades da região, já que a decisão pode afetar cerca de 4 mil empregos diretos.

Em reunião realizada no dia 18 de novembro com a prefeita de Cubatão, Márcia Rosa, o presidente da companhia teria dito que "está aberto ao diálogo" e pode retardar as demissões. "Ele (presidente da Usiminas) não está fechado para o diálogo e, inclusive, garantiu que não demitirá funcionários diretos até 31 de janeiro. Temos até lá para conversar e construir uma proposta", disse a prefeita após o encontro.

Deputado Marcelo Squassoni é autor da proposta (Foto: Divulgação)Deputado Marcelo Squassoni é autor da proposta
(Foto: Divulgação)

O depoimento oficial do presidente daUsiminas está marcado para às 9h30, na Câmara dos Deputados. Além do diretor-presidente da Usiminas, o deputado Marcelo Squassoni (PRB), que é vice-presidente da CPI, também pediu a convocação do presidente do Conselho de Administração da empresa, Marcelo Gasparino.

Questionamento
O deputado federal Marcelo Squassoni quer saber como foi usado o dinheiro concedido à empresa. Ele entende que o montante deveria ter sido usado para o fortalecimento da indústria e, como resultado, manter os postos de trabalho.

Após a convocação oficial, a siderúrgica afirmou, em nota, que fornecerá as informações necessárias e que cumpre as obrigações contratuais com o BNDES, inclusive em relação à destinação dos recursos.

Manifestantes se reuniram em frente à siderúrgica Usiminas, em Cubatão (Foto: Sérgio Furtado / G1)Manifestantes se reuniram em frente à siderúrgica Usiminas, em Cubatão (Foto: Sérgio Furtado / G1)
26/11/2015

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