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Entre a vida e a morte, bebê com problema cardíaco espera por cirurgia em Santos

Recém-nascida está internada no Guilherme Álvaro

Mais uma recém-nascida está entre a vida e a morte no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, à espera de uma cirurgia cardíaca não oferecida na Baixada Santista. Nascida no último dia 17, Alexia Chagas está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e precisa fazer o procedimento, disponível na rede pública em unidades da Capital, com urgência.

É o segundo caso de bebê internado no Guilherme Álvaro com cardiopatia noticiado por A Tribuna nesta semana. Arthur é o outro bebê que precisa ser levado para a Capital. Inclusive, há liminar (decisão judicial provisória) determinando a transferência, não cumprida pelo Governo Estadual até ontem.

Tia de Alexia, a promotora de mercado Fabíola Santos Chagas da Silva, de 33 anos, conta que a irmã fez todo o pré-natal no hospital e, no último dia 10, precisou ser internada por causa da diminuição do líquido amniótico. A teleoperadora Nathalia Santos Chagas da Silva, de 29 anos, estava grávida de gêmeas.

No dia 17, por volta das 14 horas, os médicos constataram que uma das bebês estava tendo um ataque cardíaco, ainda na barriga da mãe. O parto de emergência só ocorreu por volta das 18 horas, depois de a família registrar Boletim de Ocorrência denunciando a falta de vagas na UTI Neonatal.

“Alicia nasceu primeiro, e a Alexia nasceu roxinha. Depois, os médicos vieram dizer que ela tinha problema no coração. Minha irmã teve todo o acompanhamento e, em nenhum momento, foi falado nada sobre problema no coração”, relata Fabíola.

Desde o parto, Alexia aguarda pela operação que pode salvar sua vida. Ela já teve duas outras paradas cardíacas na UTI, de acordo com a tia. “O hospital (Guilherme Álvaro) alega que Santos não tem especialista para fazer esse tipo de cirurgia. Só em São Paulo, mas lá não tem vaga”, conta Fabíola. “A médica nos disse que o caso está nas mãos de Deus. Eles aumentaram a medicação, e a qualquer momento pode vir a pior notícia”.

Resposta

A Secretaria de Estado da Saúde disse que a recém-nascida está com quadro infeccioso e não tem condições clínicas de ser transferida para realização da cirurgia no momento – a mesma justificativa dada no caso de Arthur e de outro bebê, Lucas, que morreu no dia 20 de maio de 2013 após o Governo do Estado não tê-lo transportado para o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, contrariando ordem da Justiça.

A Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) informou que, “assim que o quadro clínico da paciente for estabilizado, ela deverá ser transferida para uma unidade de referência do Estado”.

Sobre a suposta demora na realização do parto, a Secretaria de Saúde alegou que “a cardiopatia congênita é uma má-formação no coração do bebê que ocorre durante a gestação, não no momento do nascimento”.

30/11/2015

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