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Pesquisa analisa novo local para terminal de passageiros

Reduzir os conflitos entre as operações de navios de cruzeiros e as dos cargueiros no Porto de Santos. Esse é o objetivo do projeto de pesquisa desenvolvido pela aluna Tainá Tavares Secco, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Cecília (Unisanta), de Santos. A solução, segundo ela, passa pela implantação do terminal de passageiros onde hoje funciona o Corredor de Exportação, nas proximidades da Ponta da Praia, na Margem Direita do complexo marítimo. 

Tainá está no 5º ano do curso de graduação e realizou a pesquisa como parte de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O plano inicial era projetar um novo terminal de passageiros em um local com o mínimo de interferência operacional e, assim, fazer com que os turistas que embarcam e desembarcam no Porto saiam com outra imagem da Cidade. 

Hoje, o único terminal especializado fica em Outeirinhos, no meio da Margem Direita do complexo santista. Por isso, os passageiros sentem na pele os impactos das operações portuárias. Além de enfrentarem a poeira e o mau cheiro, decorrentes dos embarques e desembarques de grãos que acontecem no entorno, os turistas passam por diversas instalações portuárias e até atravessam linhas férreas para chegar à instalação. Em muitos casos, é preciso esperar o fim de manobras de trens para só depois descarregar as bagagens. 

“Pensei em uma localização turística e logisticamente mais adequada para o terminal de passageiros. Assim, não haveria conflito e os turistas poderiam sair com uma melhor visão da Cidade”, explicou a aluna.

Tainá passou, então, a analisar informações sobre outros terminais de passageiros do País. A estudante também entrou em contato com especialistas do setor de cruzeiros marítimos, para colher impressões sobre a infraestrutura disponível na Cidade. E constatou que, apesar da estrutura oferecida no Porto de Santos ser considerada a melhor da América Latina, ainda existem aspectos a serem melhorados. 

“Devido à intensa demanda desse turismo e à insuficiente infraestrutura adaptada disponível, o nível de serviço aos passageiros e aos navios, propriamente ditos, está aquém dos padrões mundiais de atendimento. Como as escalas se concentram nos finais de semana, é bastante frequente os navios terem de atracar em pontos distantes do terminal, com indesejáveis desconfortos de traslados de passageiros em ônibus, bem como a carência de infraestrutura aos navios em local remoto e muitas vezes conflitantes com a movimentação de carga no Porto”, destacou a estudante em seu relatório de pesquisa.

Trabalho de Tainá avalia como seria a implantação do terminal de passageiros na Ponta da Praia

Proposta

A proposta da aluna é construir um terminal de passageiros no Corredor de Exportações, nas proximidades da Ponta da Praia, onde hoje são operados granéis sólidos de origem vegetal (como soja) – atividade que deve continuar ali nas próximas décadas, uma vez que o Governo pretende manter essas instalações na região. 

Naquela área, conforme o projeto, é possível ter um terminal com capacidade para receber, simultaneamente, três navios. A proposta inclui a implantação de restaurantes e lojas no piso térreo, onde será feito o check-in dos turistas.

“Os passageiros precisam acessar ou deixar o terminal através de instalações abrigadas e seguras, com serviços de ônibus e automóveis e rápido processamento do despacho de bagagens de e para navios. Para agilizar o processo logístico, as bagagens podem ser recepcionadas em balcões de check-in interligados a linhas de correias transportadoras que as levarão até o navio”, explicou a estudante. 

Já o segundo pavimento, conforme o projeto da aluna de Arquitetura, será destinado às áreas de embarque e desembarque dos passageiros. As salas reservadas a autoridades do cais santista, como Polícia e Receita Federal, também ficarão neste andar. 

“Os passageiros poderão acessar o navio através de passadiços abrigados das intempéries já desde o terminal, fazendo com que sua experiência seja semelhante à de se utilizar um aeroporto internacional de primeira linha. Todos os controles de autoridades e segurança devem estar integrados ao processo de recepção e movimentação dos passageiros, permitindo alta confiabilidade e agilidade das operações”,citou Tainá Secco.

O projeto prevê ainda a construção de um centro de convenções e um hotel na área. Neste caso, o segundo empreendimento pode ser utilizado por passageiros que chegam de outros locais para embarcar ou ainda pelos turistas que escalam no cais santista. 

“Tem que ter uma estrutura de aeroporto e uma mudança de conceito. A ideia é que a área também possa ser utilizada fora da temporada de cruzeiros”, destacou a aluna. 

Tainá estuda projeto idealizado por seu pai

Uma pesquisa de pai para filha

 

Na década de 70, as atracações de navios de cruzeiros no Porto de Santos não eram tão frequentes como atualmente. Mas, mesmo assim, o hoje professor de Projeto Arquitetônico da Universidade Santa Cecília (Unisanta), Aguinaldo Secco Júnior, elaborou o projeto de um terminal de passageiros para o cais santista como seu trabalho de conclusão de curso (TCC).

“Na banca, recebi apenas uma crítica e foi o fato de ter reservado dois berços de atracação para os navios de cruzeiro. Naquela época, acharam um exagero e que não haveria demanda”, explicou o professor.

Hoje, Aguinaldo orienta o trabalho de conclusão de curso (TCC) de Tainá Tavares Secco, que leva em conta as mesmas premissas, mas se depara com uma outra realidade – o excesso de demanda de passageiros. A situação traz também outra coincidência: Tainá é filha do professor. 

Na ocasião, Aquinaldo Secco Júnior definiu que o terminal de passageiros deveria estar localizado às margens do Canal do Estuário, nas proximidades da Ponta da Praia, exatamente onde fica o Corredor de Exportação – que, à época, ainda não existia. Hoje, as operações com grãos são consideradas uma grande fonte de problemas para os moradores do bairro. 

Os impactos da movimentação dessas cargas nesse local estão entre os principais motivos de conflito na relação Porto-Cidade. Isto acontece principalmente por conta da emissão de partículas durante as operações. Por este motivo, muitos moradores são contra a atividade portuária na região. 

“O grande diferencial da implantação de um terminal de passageiros na Ponta da Praia é que se liberaria a área portuária para as operações e a atividade de turismo ficaria mais voltada para a praia”, explicou o professor orientador. 

A pesquisa de Tainá também leva em conta o conforto e a possibilidade de que os turistas possam passear no entorno do terminal de passageiros, sem a necessidade de grandes deslocamentos. “Hoje, os ônibus que trazem os passageiros entram pela (Avenida) Perimetral e saem pela Perimetral. Os turistas não conseguem ter uma boa visão da Cidade”, destacou o professor. 

01/12/2015

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