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Servidores de São Vicente iniciam greve nesta terça-feira


Essa é a quinta paralisação da 
categoria em 15 meses

Pela quinta vez em 15 meses, o funcionalismo vicentino está em greve. Agora, não só pelo escalonamento dos salários, mas também pelo atraso nos pagamentos: os servidores públicos municipais não tiveram seus vencimentos depositados ontem. Todos os serviços básicos devem ser afetados, e os essenciais funcionarão com 30% do efetivo, conforme determina a legislação.

Ao contrário dos três últimos meses – quando o pagamento dos salários também foi feito por etapas –, desta vez a Prefeitura não divulgou qualquer tipo de cronograma prévio de pagamentos. A Tribuna esteve em contato diário com representantes da Administração ao longo da última semana, sempre obtendo a resposta de que o cronograma de escalonamento ainda não estava pronto.

Ontem, no final da manhã, uma comissão do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Vicente (Sindserv-SV) foi chamada para uma reunião no Salão Nobre da Prefeitura. Atendida pelos secretários da Fazenda, Silvio Vassão, e da Administração, Fabiano Scudelli, ouviu deles que a duração do escalonamento, nesta ocasião, será a maior já registrada, com a previsão de último lote de pagamentos apenas no dia 15.

A alegação para o novo escalonamento é a mesma: falta de dinheiro em caixa. Hoje, por exemplo, está previsto o pagamento de todos os professores que, no mês passado, receberam apenas no dia 4. A inversão das prioridades gera preocupação no sindicato, que teme a desmobilização do movimento grevista à medida que os vencimentos sejam depositados.

Desvalorização 

“É um processo que tem sido desgastante para todos os trabalhadores. Os servidores estão se cansando física e emocionalmente mês a mês, em uma situação deplorável de desvalorização. Por isso, apelamos que todos permaneçam unidos, porque a melhor forma de lidar com essa situação é partindo para o enfrentamento pacífico. Não podemos tolerar tanto descaso”, diz José Raimundo da Silva, o Schel, diretor do sindicato.

A concentração dos manifestantes está marcada para começar às 8 horas de hoje, defronte ao Paço Municipal. Ainda pela manhã, em horário incerto, os trabalhadores devem fazer uma assembleia para deliberar a sequência do movimento. “O que podemos dizer hoje é que a Prefeitura é um barco à deriva. Infelizmente, todos vemos para onde os ventos estão levando esse barco”, lamenta Schel.

01/12/2015

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